Bombeiros norte-americanos usam aplicativo criado por brasileiros

Foto da entrada do Corpo de Bombeiros de Germantown. Há quatro ambulâncias de resgates estacionadas na transversal, uma paralela a outra. Elas são vermelhas e tem o texto "Germantown Fire Dept. Ambulance" pintado na lateral. Atrás das ambulâncias é possível ver parte de um prédio de dois andares, de tijolos vermelhos e telhado cinza. Onde está escrito "Fire House".

Os socorristas de Germantown, no estado de Maryland (EUA), estão utilizando o ProDeaf para se comunicarem com pessoas com deficiência auditiva e surdas.

Durante uma emergência, uma barreira de comunicação pode piorar a situação. As equipes de emergência do Corpo de Bombeiros de Germantown, no estado de Maryland (EUA) estão usando uma tecnologia, desenvolvidas por brasileiros, para superar esse obstáculo.

Segundo Gary Weiss, chefe da equipe de combate a incêndios o aplicativo ProDeaf, criado por estudantes brasileiros, foi instalado nos IPADS de todas as ambulâncias e está sendo utilizado para a ajudar os profissionais a se comunicarem com pessoas com deficiência auditiva.

“Queremos oferecer o melhor serviço possível”, disse Gary Weiss e reforçou que seus bombeiros e paramédicos estão fazendo exatamente isso, com a ajuda do aplicativo.

O aplicativo facilita a comunicação traduzindo palavras verbais em linguagem de sinais. Ele funciona com mensagens pré-definidas para agilizar a comunicação em situações de emergência em que cada minuto é importante para preservar a vida. O aplicativo também tem a capacidade de fazer perguntas, cuja resposta em geral é “sim” ou “não”.

 

Aplicativo ProDeaf

O ProDeaf foi criado por estudantes de ciências da computação da Universidade Federal de Pernambuco. O grupo de alunos composto por surdos e ouvintes percebendo a dificuldade de comunicação entre eles tiveram a ideia de desenvolver o aplicativo.

Em 2015, com a aproximação das Olimpíadas no Rio de Janeiro, os desenvolvedores precisaram tornar o ProDeaf acessível para receber estrangeiros surdos, principalmente norte-americanos. “Essa demanda foi trazida por uma das empresas que atendíamos na época e que queria facilitar o acesso para os seus clientes”, explicou Renato Kimura, gerente de produto.

Na verdade a tradução implica quatro línguas, porque a Língua de Sinais, diferente do que muitas pessoas pensam, não é universal. Cada país possui sua própria língua, com sinais e estrutura características. Por isso, foi preciso traduzir a Língua Portuguesa para o inglês e a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para a American Sign Language (ASL). Isso foi possível com a assessoria de um surdo nativo americano, que vive no Brasil e conhece a língua portuguesa e a língua de Sinais Brasileira.

 

O aplicativo é gratuito e está disponível para IOS e Android.

Fonte: http://fox6now.com/2017/05/07/to-improve-communication-germantown-fd-uses-app-that-translates-words-into-sign-language/

Mais informações: http://prodeaf.net/pt-br/

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